quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Endless Summer

Pois bem, tentando aqui escrever mais um blog. Dessa vez, sobre o verão. Aquele que promete ser o mais longo de toda a história. Porque isso? Bem, pleno meio de outubro, resolvi largar meu curso. Matemática Aplicada a Negócios, USP Ribeirão. Não é algo viável? Sim, é muito viável, caso você não tenha os problemas que eu tenho.

Primeiro, uma tendência extrema a procrastinação (s.f. Ato ou efeito de procrastinar; adiamento, delonga, demora). Numa graduação que exige dedicação e estudo, eu acabei caindo numa turma extremamente não-ideal para isso(podem perguntar, MAN turma V é a mais várzea da história do curso), e junto ao meu relaxo natural, e ter saído do colegial direto para o ensino superior e querer apenas uma folga e conhecer coisas novas, e enfim, etc. Os meus objetivos pessoais não estavam alinhados com uma faculdade.

Segundo motivo é, eu descobri que não suporto matemática. Quem me conhece dirá que isso é estranho, mas não, é fato. Sempre fui mais de ler coisas aleatórias (eu leio o tempo todo), e se interessar por coisas aleatórias, e viajar em teorias nada a ver (coisa de bar, haha), e debater polêmicas, tendo talento para uma argumentação sobre temas gerais, mais do que a habilidade de decorar integrais e derivadas. Sim, na faculdade, os números que você acha que fazem parte da tal matemática viram letras, e isso é um saco.

Terceiro e final, foi uma simples conversa num sábado insano e surreal. Por aprender que toda a vida na terra não passa de um erro quântico numa molécula, e etc, etc, terminei me interessando mais por biologia, e depois física, e depois comecei a ler sobre sociobiologia, econofísica, teorias de termodinâmica aplicada a áreas culturais, enfim, coisas malucas assim. E sempre esteve em minha natureza as coisas malucas, é, sou meio maluco mesmo. Ou seja, não, matemática aplicada a negócios não.

O plano é: larguei o curso agora, vou terminar pegando três DPs, invariavelmente, aí ano que vem fao uma grade de optativas, como Biologia Celular, Física II, Psicologia da Personalidade, e umas outras aí que nem lembro o nome. No meio do ano, duas provas de transferência. Uma para Ciências Moleculares, e outra para Psicologia. Espero que isso dê certo, e espero encontrar um prazer a mais em fazer coisas que eu gosto. Enfim, vamo ver o que rola, e amém.

Sucintamente o resultado dessa brincadeira de mudar de carreira é: terça-feira dia 14/10 (quando tomei essa decisão), terminei ficando sem absolutamente nenhum compromisso pelo resto do meu ano (que termina no começo de fevereiro, com os novos calouros). Ou seja, 4 meses sem absolutamente nada pra fazer, exceto esperar e esperar, e ler, e ver filmes, palestras, ou qualquer coisa que consiga arrumar pra me ocupar. E sim, psicotrópicos e baladinhas e debatezinhos, claro. Mas isso é o natural da vida inteira.

Enfim, nesse blog eu continuo falando sobre o verão, qualquer coisa que acontecer (sem garantias do tipo ou qualidade do conteúdo, sinto muito). E prometo atualizar sempre.

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Alguns fatos para fechar o post:
1- Silverchair termina sendo canção de ninar, não importa o cd.
2- Tererê sabor hortelã com sprite e vodka é um excelente companheiro para as tardes.
3- Ribeirão Preto é quente demais. E, coincidentemente, o dia que meu verão começou, começou o calor mais infernal que eu to passando na minha vida.
4- Bavária a 1,30 só pode ser bom.
5- Vejo pacotes vazios de Ruffles por toda parte.

Um comentário:

Unknown disse...

Pois é, a vida é complexa demais. Mas acho que você sabe lidar com toda essa problemática. Talvez seja por essa maluquisse natural de você... a vida não passa de uma brincadeira, sem compromissos!
O que me resta dizer? Parabéns pela coragem e boa sorte com os novos caminhos!
Aaaaah, quando não tiver nada pra fazer, vou estar sempre a disposição para os debates sobre o que é viver de maneira correta ;)

beeeijos!