terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Segredo, parte 3

"Qualquer problema que pareça ser um grande problema, muitas vezes pode ser a solução."

Conseqüência da Conjuntura Cósmica: as coisas tendem a terminar bem. O acaso traz isso, e a visão relativística do mundo. Não importa o quão mal você esteja, alguém estará pior. Não importa o quão bem você esteja, alguém estará melhor. Em um aspecto do que se considera bem-estar, ou vários. E pessoas tendem a circular entre esses opostos na escala, "bom" e "ruim".

Coisas simplesmente acontecem, por decisão de algum outro ser vivo, incluindo as suas. Tudo vem de escolhas que fazemos ou deixamos de fazer. Mas, enquanto você toma uma certa decisão, outras 6 bilhões de pessoas tomam as delas, baseadas em fatores desconhecidos. E isso torna o processo de interação praticamente aleatório, num nível macro. Mesmo assim, pensando bem, o nível macro não importa.

Suas experiências na vida virão de momentos compartilhados, com seus amigos, com sua namorada, filhos, conhecidos, pessoas em geral. Mas um número muito reduzido, comparado a população humana como um todo. E em relação a essas pessoas que você convive, é mais fácil prever o comportamento. Ajuda como lidar com elas. E o conhecimento mútuo torna cada situação mais memorável, num panorama de relacionamentos humanos.

Pode tudo parecer uma grande divagação (e na verdade é), mas o essencial do segredo é: converse mais. Aproveite momentos com pessoas que você gosta. Diga a essas pessoas o que você sente. Escute como elas se sentem também. Conheça mais pessoas. Tenha mais amigos. O ser humano é um indivíduo social e coletivo por natureza. Vivemos em cidades, antes disso em vilas. Interaja. Converse, partilhe memórias. Pois idéias não são finitas, elas podem se multiplicar ao contrário de outros bens (dinheiro, etc). Viva a vida, vida num sentido de outras vidas, mas todas formando um único sistema círculo de vínculos.

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If you just let me in
I wouldn't let you break down

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Seja jardineiro!

Situação mais bizarra da semana: (na segunda-feira)
Estava eu, logo depois de acordar, 10:30 da manhã, fumando um cigarro na varanda (como sempre), quando a porta da sala abre, sai dali Grafite com sua samba-canção, e enfia um termômetro no jardim, logo depois dizendo: "É bom saber a temperatura da terra, né?". Desnecessário falar sobre as risadas.

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Plantar um jardim é algo gratificante. O sentimento de ver algo que você fez crescer. Na verdade, qualquer trabalho manual termina te dando alguma realização, pelo tempo e esforço que você colocou em alguma criação sua. E isso faz parte do instinto de qualquer ser vivo, o de perpetuar seus genes.
"Perpetuar genes plantando uma árvore?", não, mas é uma ilusão necessária. Pessoas constroem monumentos, escrevem livros, pela satisfação em manter as memórias a respeito de si após a morte.

E um vegetal pode não ser como um filho, mas é extremamente legal também, a decoração que ele dá ao ambiente. Outro motivo para comer mais carne =p

E vou é ali regar o pé de acerola, os maracujás, o pinheiro e o pingo de ouro. E ainda virão os girassóis e o gramado.

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"Oi."
"Oiee."

domingo, 19 de outubro de 2008

O Segredo, parte 2

Estava eu lendo Positional Selling (Jack Carey), livro sobre vendas - conhecimento útil para a vida como um todo - quando me deparo com algo interessante. Um jingle antigo da Gilette, que dizia: "pareça atraente, sinta-se atraente, seja atraente". Simples, genial.

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E no livro, Carey "traduz" essas idéias do jingle.
Parecer atraente: aparência. Sentir-se atraente: autoconfiança. Ser atraente: carisma.
Aliás, falava de fódons, certo?

É algo básico, quando você faz as coisas se sentindo bem, elas tem maiores chances de darem certo, você confia mais em seu taco, e termina saindo dessas coisas bem, pela realização alcançada. Então se sente mais atraente, e termina sendo mais atraente, por conseqüência. E pessoas gostam de estar perto de pessoas carismáticas, pela simples presença que esse carisma proporciona. É muito melhor do que um ambiente apagado e monótono.

E quanto ao primeiro ponto, sobre o parecer? Crucial, em diversos momentos. Uma teoria que li alguma vez na wikipédia diz: já que não há meio de provar que outras pessoas realmente pensam como você sabe que você próprio pensa, o que impede o fato de que todas as outras pessoas no mundo são apenas bonecos de carne, vivendo em função da sua vida? Ou da sua imaginação? Sim, um tanto Vanilla Sky, mas poderia fazer sentido. Afinal, tudo o que você pode saber sobre alguma pessoa é como ela se parece fisicamente, e memórias de situações que vocês compartilharam, e você observou o comportamento dessa pessoa.
Enfim, a verdade é: já que você não tem nada sobre os outros além de aparência e memórias, os outros também não têm nada sobre você além disso. E dizem que o que importa é quem você é por dentro, mas em relacionamentos isso não faz o menor sentido. O que importa é o quanto de sua imagem interior você consegue mostrar ao mundo.

Então, o "atraente" em "pareça atraente" se torna mais subjetivo. É tudo uma questão de qual conceito de atraente você utiliza, qual a impressão que você quer que as pessoas tenham de você. Alguém que se encaixa no padrão galã? Descolado? Várzea? Blasè? Questão de idéias e padrões de vida e comportamento.

E não vou fazer conclusão nenhuma. Tire suas próprias, como quiser.

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Duas da manhã, domingo (segunda no calendário), horário de verão, férias de verão. E reza a lenda, é no horário de verão que as coisas acontecem.

O Segredo, parte 1

Atrair coisas não depende apenas de acreditar nelas, como aquele filme marketeiro tanto prega. Depende de três coisas, na verdade.

As Três Leis da Atração:
I- Emissão de Fódons
II- Conjuntura Cósmica
III - "Quem não arrisca, não petisca"

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Fódons são partículas quânticas, produzidas como hormônios. São como feromônios, mas num sentido mais amplo, englobando confiança, carisma, coisas assim. É simples, às vezes na vida você conhece pessoas com uma aura que transmite conforto, pessoas que parecem saber o que fazem. Elas emitem muitos fódons. Ou então podem ser do tipo aquela cena de filme na vida real, quando alguém anda no meio de um lugar cheio de gente e parece que a massa se abre para essa pessoa passar. Quanto mais fódons você emite, melhores suas chances de que pessoas queiram estar com você, ou seja, mais fácil será para você lidar e se relacionar com outrem.

Conjuntura Cósmica é quando os eventos tendem a acontecer em seus favor. Importante diferenciar de Entrega, que é a capacidade de tornar a seu favor quaisquer eventos que acontecem na maré do universo. E como a magnitude da Conjuntura muda? Ela é aleatória num nível micro, mas extremamente previsível num nível macro. Nenhuma felicidade é pra sempre, toda merda alguma hora melhora. É como se houvesse picos, num nível mínimo e máximo da escala do bem-estar, e pessoas e sistemas vivesses subindo e descendo. E a cada momento vão acontecer bizarrices que o universo te envia pela Conjuntura, coisas que poderiam ser absurdas, mas fazem todo o sentido num contexto maior.

"Quem não arrisca, não petisca" é um ponto importante, que termina fazendo a diferença. Tudo bem, você tem fódons, sua escala cósmica está a seu favor, e então? Vai ficar sentado esperando as coisas acontecerem? Sim, pode acontecer algo, é o caos, mas a chance de mudança é muito maior se você ativamente for atrás do que quer. Mude suas idéias, vá falar com quem gosta, procure algo para ocupar seu tempo, saia de casa, aproveite as situações, encontre pessoas, conheça pessoas, divirta-se. É a sua única maneira realmente ativa de mudar sua vida. Não espere por nada. Vá e faça a diferença.

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Memory and Humanity, cd novo do Funeral for a Friend: ANIMAL!
Sério, se alguém que estiver lendo levar minhas recomendações a sério, baixe e ouça inteiro, é realmente surpreendente. Algo ao mesmo tempo diferente de todos os outros álbuns da banda, mas que parece uma reunião de todas as fases (mesma idéia que tive do novo do Metallica, aliás).

Próximo post, mais de O Segredo. Ou não.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ecologia de Comunidades

"Groselha, me ajuda. Fala um tema pro meu blog."
"O quê? Um blog? Que coisa gay..."
"É, eu sei, mas fala um tema."
"Sou gay e chupo rola."
"Ah cara, fala um tema, sério."
"Sou gay e chupo rola."
(alguns segundos de silêncio)
"Caralho, genial!"

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Uma pequena história: na república aonde moro, há um "consenso", quando alguém deixa o msn ou orkut aberto, o nick, ou quem sou eu, ou etc, vira "sou gay e chupo rola". Sim, enche o saco, mas é a vida, e é engraçado.

Isso é conseqüência do fato de morar em república, com pessoas que você não conhecia antes, e cada uma fazendo uma coisa da vida. A partir do momento que você deixa a casa da mamãe, seu lar e sua "família" nunca mais serão os mesmos (claro, você pode morar sozinho, mas aí sua família termina sendo animais de estimação, ou videogame, ou o que seja).

É indescritível o aprendizado que você tem com isso. Repentinamente, você deve se adaptar a ambientes com música que você não quer ouvir, a pessoas vendo tv quando você quer jogar videogame, ao barulho atrapalhando sua soneca da tarde. E, pelo outro lado, amigos dos seus roommates se tornam seus amigos, você melhora seus relacionamentos pessoais, tem companhia para momentos que seriam chatos morando com sua mãe e sua irmã, acaba plantando um jardim (projeto de férias meu e do Grafite), e comendo salsicha 3 da manhã de quinta-feira. É glamouroso, é épico. É viver em um musical, como alguém já me disse exatamente nessa sala aonde estou agora.

Então, obrigado às pessoas que tornam essa cidade um lugar melhor, compondo o meu lar doce lar. E OB, volta pra Ribeirão logo seu bitch.

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Pra curar a minha dor
Procurei um bom doutor
Me mandou beijar teu beijo mais molhado

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Endless Summer

Pois bem, tentando aqui escrever mais um blog. Dessa vez, sobre o verão. Aquele que promete ser o mais longo de toda a história. Porque isso? Bem, pleno meio de outubro, resolvi largar meu curso. Matemática Aplicada a Negócios, USP Ribeirão. Não é algo viável? Sim, é muito viável, caso você não tenha os problemas que eu tenho.

Primeiro, uma tendência extrema a procrastinação (s.f. Ato ou efeito de procrastinar; adiamento, delonga, demora). Numa graduação que exige dedicação e estudo, eu acabei caindo numa turma extremamente não-ideal para isso(podem perguntar, MAN turma V é a mais várzea da história do curso), e junto ao meu relaxo natural, e ter saído do colegial direto para o ensino superior e querer apenas uma folga e conhecer coisas novas, e enfim, etc. Os meus objetivos pessoais não estavam alinhados com uma faculdade.

Segundo motivo é, eu descobri que não suporto matemática. Quem me conhece dirá que isso é estranho, mas não, é fato. Sempre fui mais de ler coisas aleatórias (eu leio o tempo todo), e se interessar por coisas aleatórias, e viajar em teorias nada a ver (coisa de bar, haha), e debater polêmicas, tendo talento para uma argumentação sobre temas gerais, mais do que a habilidade de decorar integrais e derivadas. Sim, na faculdade, os números que você acha que fazem parte da tal matemática viram letras, e isso é um saco.

Terceiro e final, foi uma simples conversa num sábado insano e surreal. Por aprender que toda a vida na terra não passa de um erro quântico numa molécula, e etc, etc, terminei me interessando mais por biologia, e depois física, e depois comecei a ler sobre sociobiologia, econofísica, teorias de termodinâmica aplicada a áreas culturais, enfim, coisas malucas assim. E sempre esteve em minha natureza as coisas malucas, é, sou meio maluco mesmo. Ou seja, não, matemática aplicada a negócios não.

O plano é: larguei o curso agora, vou terminar pegando três DPs, invariavelmente, aí ano que vem fao uma grade de optativas, como Biologia Celular, Física II, Psicologia da Personalidade, e umas outras aí que nem lembro o nome. No meio do ano, duas provas de transferência. Uma para Ciências Moleculares, e outra para Psicologia. Espero que isso dê certo, e espero encontrar um prazer a mais em fazer coisas que eu gosto. Enfim, vamo ver o que rola, e amém.

Sucintamente o resultado dessa brincadeira de mudar de carreira é: terça-feira dia 14/10 (quando tomei essa decisão), terminei ficando sem absolutamente nenhum compromisso pelo resto do meu ano (que termina no começo de fevereiro, com os novos calouros). Ou seja, 4 meses sem absolutamente nada pra fazer, exceto esperar e esperar, e ler, e ver filmes, palestras, ou qualquer coisa que consiga arrumar pra me ocupar. E sim, psicotrópicos e baladinhas e debatezinhos, claro. Mas isso é o natural da vida inteira.

Enfim, nesse blog eu continuo falando sobre o verão, qualquer coisa que acontecer (sem garantias do tipo ou qualidade do conteúdo, sinto muito). E prometo atualizar sempre.

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Alguns fatos para fechar o post:
1- Silverchair termina sendo canção de ninar, não importa o cd.
2- Tererê sabor hortelã com sprite e vodka é um excelente companheiro para as tardes.
3- Ribeirão Preto é quente demais. E, coincidentemente, o dia que meu verão começou, começou o calor mais infernal que eu to passando na minha vida.
4- Bavária a 1,30 só pode ser bom.
5- Vejo pacotes vazios de Ruffles por toda parte.